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Borda de Feridas

Depois de avaliar o leito da ferida, o tipo de secreção, infecções, chegou o momento de avaliar as bordas da ferida.


As bordas da ferida são importantes, pois as células migram a partir da borda em direção ao centro da ferida, para isso ocorrer as bordas devem estar aderidas ao leito da ferida e de forma saudável.

A avaliação da pele em volta da ferida fornece pistas do estado geral de saúde, da capacidade do organismo em responder à cicatrização e a fase do processo em que se encontra. Permite também avaliar a efetividade e a técnica do curativo.

A avaliação da pele em volta da ferida deve ainda incluir:
Cor: vermelha, pálida, cianose (azulada) – sinais de inflamação, infecção e/ou circulação.
Temperatura: quente, fria, ou normal – sinais de inflamação infecção e/ou circulação
Textura: úmida, seca, macerada, endurecida – sinais de pouca umidade ou em excesso de umidade.
Integridade: maceração (excesso de umidade), escoriação, descamação, presença de bolhas e lesões.

Com o equilíbrio e o manejo do exsudato (secreção da ferida), com a hidratação da pele seca, com o cuidado da técnica correta na realização do curativo podemos melhorar o processo e até mesmo acelerar a cicatrização das feridas.

Consulte sempre um profissional qualificado para as indicações corretas sobre a troca de curativos.

Essa foi a #DicadaEnfermeira com conteúdos especiais sobre as Bordas de Feridas.

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Biofilme

Continuando o assunto de Carga Microbiana abordado no post anterior…

Outro problema relacionado à carga microbiana das feridas é o biofilme.
Biofilme = ferida crônica

Biofilme são bactérias que formam comunidades estruturadas, coordenadas e funcionais.
Estas comunidades encontram-se embebidas em uma secreção viscosa produzidas por elas próprias para sua proteção. Dessa forma facilita as bactérias obterem nutrientes, alterar a virulência e o metabolismo desse grupo, retardando assim a cicatrização das feridas.
Clinicamente, os biofilmes têm sido observados nas feridas como uma camada fina, translúcida e brilhante, não respondendo aos tratamentos e não mostrando sinais de cicatrização.

As bactérias se fixam em poucos minutos e se tornam resistentes em questão de horas, dificultando e impedindo a sua remoção.

As estratégias para o controle do biofilme:

Remoção de tecidos que estão sem vida no leito da ferida;
Antibióticos (quanto necessário);
Produtos para o curativo com ação antimicrobiana;
Técnicas adequadas de curativo.

Dessa forma, controlar os biofilmes maduros e a adesão de novas bactérias no leito da ferida são estratégias fundamentais para a melhora do processo de cicatrização.

Somente um profissional devidamente capacitado consegue gerenciar o biofilme para assim realizar a cicatrização de uma ferida com sucesso.

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Carga Microbiana

Neste post vamos explicar os tipos da carga microbiana que podem estar presentes no leito da ferida, pois nenhuma ferida é totalmente livre de bactérias, porém para não prejudicar a cicatrização, ela deverá estar em equilíbrio.

Contaminação: Feridas que tem a presença de micróbios que não se espalham e que não exigem uma resposta de defesa do organismo.

Colonização: Feridas que possuem micróbios que apresentam que se espalham, porém ainda é limitado. Esses microrganismos podem ser da flora da pessoa ou de fontes até mesmo do meio ambiente.

Colonização crítica: Feridas que apresentam micróbios que penetram nos tecidos e que exige uma resposta de defesa da pessoa, porém está restrita à ferida.

Infecção disseminada: Ferida que possui micróbios que se espalham e promovem sinais e sintomas que vão além da borda da ferida.

Infecção sistêmica: Ferida que possui micróbios que se espalham e invadem todo o organismo da pessoa. Pode levar a uma infecção generalizada.

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Limpeza de feridas: desbridamento

Hoje daremos sequencia no assunto de limpeza de feridas abordado no post passado, e o outro passo importante a ser visto no tratamento da ferida é a necessidade do desbridamento da ferida.

DESBRIDAMENTO é a remoção de tecidos necrosados (sem vida), ou corpos estranhos aderidos na ferida, utilizando técnicas especificas que serão definidas pelo profissional da saúde que esta acompanhando o tratamento dessa lesão.

Os tipos de desbridamentos são:

Desbridamento autolítico: o indicado o uso de coberturas que retenham a umidade no leito da lesão, é seletivo e liquefaz as crostas e escaras, além de promover a formação do tecido de novo tecido para ferida.

Desbridamento Químico: Remoção do tecido necrótico por meio de enzimas (colagenase e papaína).
Desbridamento mecânico consiste na aplicação de força mecânica diretamente sobre o tecido necrótico a fim de facilitar sua remoção, promovendo um meio ideal para a ação de coberturas primárias.

Desbridamento Instrumental: Remoção do tecido inviável com uso de lâmina de bisturi, pinças e tesoura. É um método rápido e seletivo.

Desbridamento cirúrgico: é a técnica mais rápida para remoção da necrose, principalmente quando o paciente necessita de intervenção urgente, como nos casos de processos infecciosos graves. É realizado por cirurgiões e sob anestesia.

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Limpeza de feridas

Hoje abordaremos algumas considerações sobre a importância da limpeza de feridas, e dessa forma otimizar o processo de cicatrização de forma rápida e segura.

A limpeza de feridas depende do uso de soluções fisiológicas ou soluções específicas antissépticas para lavar e remover corpos estranhos, bactérias, exsudatos, resíduos de agentes tópicos, entre outros encontrados na superfície da ferida, além de reduzir a carga microbiana destinando a prevenir a infecção.

Algumas considerações Importantes para a limpeza da ferida:
Não friccionar o leito da ferida;
Irrigar a ferida com Soro Fisiológico, água potável ou antisséptico compatível;
Antissépticos tôxicos: álcool, clorexidina, iodo, água destilada, pois destroem as células viáveis da ferida;
Antissépticos não tóxicos: PHMB
Lavar a pele em volta de preferência de sabonetes neutros;Ao terminar a limpeza secar somente as bordas da ferida;
É importante se atentar que caso o curativo molhar ou umedecer é necessário realizar a sua troca;
Quanto menor a manipulação da ferida, menores as chances de interferir com o processo de cicatrização.

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Fatores que interferem na cicatrização de feridas.

Hoje abordaremos quais os fatores que interferem na cicatrização das feridas.

Os fatores locais são:

• Dimensão, profundidade e localização da lesão no corpo
• Infecção da ferida
• Desiquilíbrio da secreção
• Hematoma e corpo estranho no leito da lesão
• Necrose tecidual
• Uso inadequado dos curativos.
• Dor

Fatores sistêmicos:

• Isquemia: falta de oxigênio nos tecidos
• Doenças de Base: Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica, Neoplasias, entre outras.
• Idade: o metabolismo diminui com o envelhecimento;
• Desnutrição: as proteínas (variedade de carnes, ovos), as vitaminas (complexo B, vit C e A), e os Minerais ( Zinco e o Ferro) são nutrientes desempenham papel fundamental na cicatrização e precisam ser ingeridos.
• Tabagismo: fumar reduz a oxigenação sanguínea.

A maioria desses fatores citados o portador da lesão consegue contribuir para a sua melhora clinica e diminuir o tempo de tratamento, as complicações ou melhorar a sua qualidade de vida.

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Os tipos de cicatrizes

Agora abordaremos os tipos de cicatrizes que podem ficar após a cicatrização de uma ferida.

Cicatrização normal: fica levemente elevada e avermelhada até o 3° mês, quando começa a clarear e aplainar. Após sua recuperação total entre 12 a 18 meses, tende a ficar com a coloração e relevo próximos ao da pele ao redor, sendo bem discreta e muitas vezes imperceptível. 

Cicatriz hipertrófica: se apresentam como relevo elevado, consistência dura e coloração avermelhada. Entretanto nunca se estende além dos limites da ferida.

Quelóide: tem aumento do relevo e alteração da cor local e ultrapassa os limites da ferida. Costuma aparecer a partir do 3° mês acompanhado de coceira. 



Como podemos evitar uma cicatriz desagradável? 

Nem sempre é possível evita-la, mas é necessário diminuir a possibilidade de ocorrer.
Nos primeiros dias é importante evitar a infecção local, manter a ferida limpa e seca. Água e sabonete são geralmente suficientes. 
O uso de curativos é opcional, o uso de pomadas e creme e as recomendações médicas devem ser seguidas, pois cada ferida tem um comportamento específico, pois há inúmeras substâncias e princípios ativos com diferentes indicações.
Evitar a exposição solar e usar protetor é fundamental, pois o sol tende a escurecer e manchar as cicatrizes.
Se mesmo após todos os cuidados a cicatriz pareça ruim é possível realizar o tratamentos para melhora, que vão desde aplicação de medicamento até opções cirúrgicas.

Essa foi a #DicadaEnfermeira com conteúdos especiais sobre os tipos de cicatrizes.

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Processo de cicatrização

Nesse post iremos falar sobre o Processo de Cicatrização com suas formas e fases.
Os tipos de cicatrizações são divididas em três formas:
Por primeira intenção
Por segunda intenção
Por terceira intenção


Iremos explicar cada um deles a seguir:
Por primeira intenção: ocorre quando não há perda de tecido e com aproximação de bordas, tal como feridas suturadas (cirúrgica). Nesse caso as células crescem a partir das margens da ferida e leva de 4 a 14 dias para cicatrizar.

Por segunda intenção: ocorre em feridas que houve perda de tecido e as bordas encontram-se afastada e não podem ser aproximadas. Existe também um aumento do risco de infecção e demora na cicatrização com maior índice de complicações, como exemplo: úlcera de perna e lesão por pressão, entre outros.

Por terceira intenção: ocorre quando a ferida é mantida aberta para permitir a diminuição ou redução de edema (inchaço) ou da infecção. Dessa forma a ferida inicia-se cicatrizando por segunda intenção e posteriormente quando houver melhora da ferida é passa a ser por primeira intenção (quando é aproximada as bordas novamente)

E agora dando sequencia no assunto do Processo de Cicatrização das Feridas, falaremos sobre suas fases, que são divididas em três fases:

Fase Inflamatória – até 72 horas: reação vascular com presença de vermelhidão, calor, edema (inchaço) e dor. A função desta fase é o controle do sangramento e a limpeza do tecido. A migração de células de defesa irá fazer ação de limpeza para que ocorra o processo de cicatrização.

Fase proliferativa – de 1 a 14 dias: inicia-se o aumento do tecido conjuntivo (novo tecido), ocorre o preenchimento do leito da ferida com a formação de novos vasos sanguíneos para sua nutrição. E dessa forma aproximando a borda para a cicatrização. A ferida quando cicatrizada é denominada epitelizada.

 Fase de maturação – de 72h a meses: final do processo de cicatrização. Quando a ferida já está fechada – cicatrizada. No inicio é um tecido fino e posteriormente se transforma em uma cicatriza madura, mais grossa e de melhor aparência, porém a pele não se restabelece como era antes da lesão.

Essa foi a #DicadaEnfermeira com conteúdos especiais sobre o Processo de Cicatrização.

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Feridas: Classificações e Características

Na publicação de hoje e também nas nossas próximas publicações iremos abordar o assunto sobre as feridas, suas classificações e suas características.

Então, o que é ferida ?
Ferida é qualquer lesão que interrompa a continuidade da pele. Ela pode atingir somente a primeira camada da pele (epiderme) chegando até mesmo ao músculo e a exposição óssea. 

As feridas evoluem respeitando o processo de cicatrização, porém podem apresentar complicações em sua evolução, e de acordo com o tempo de cicatrização são classificadas em:


Feridas agudas: aquelas causadas por cortes, traumas, queimaduras, etc. Esse tipo de ferida em indivíduos saudáveis cicatrizam adequadamente e sem complicações.

Feridas crônicas: são aquelas de longa duração e que há vários fatores interferindo em seu processo cicatricial como por exemplo: estado nutricional do paciente, doenças como a Diabetes Mellitus e hipertensão, idade, drogas, tabagismo, obesidade, infecção e também a realização de curativos inadequados. 

Essas foram algumas informações sobre as feridas com a #DicadaEnfermeira.

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Estrutura da pele e suas funções

Depois de falar um pouquinho sobre a história dos curativos na publicação anterior, hoje iremos abordar sobre a pele, a estrutura e as suas principais funções. 

Começando pela estrutura: 

A pele tem por volta de 2m² e com aproximadamente 2 mm de espessura. Ela é o maior órgão do corpo, formada por camadas distintas com características e funções diferentes.

A pele é dividida em: Derme (a primeira camada externa), Epiderme (segunda camada), Hipoderme ou subcutânea (terceira camada e a mais interna) e os anexos como: folículos pilosos, glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas e unhas.

E as principais funções da pele são: 

Função Barreira: proteção das estruturas internas contra microrganismos, corpos estranhos, traumatismos, etc;

Sensorial: inúmeras terminações nervosas, com estímulos de sensações de frio, calor, tato, entre outros. 

Termorregulação: a pele elimina ou conserva o calor do corpo conforme a necessidade.

Excreção: é importante na termorregulação, no equilíbrio de eletrólitos e na hidratação pois diminui a evaporação de água. As glândulas sebáceas produzem o sebo que ajuda a manter a integridade e a flexibilidade da pele e dos pelos evitando que fiquem quebradiços.

E por último, Metabolismo: manter a mineralização dos ossos e dentes e sintetização de vitamina D através da luz do sol.

Essas foram algumas informações sobre a pele com a #DicadaEnfermeira.

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